“Não sou uma pessoa perfeita, ainda tenho muito trabalho a fazer e com a ajuda de Deus, minha família e amigos,  me empenho em ser a melhor pessoa que posso ser. Uma mensagem a quem está tentando ser pais: Tenham fé, não desistam!”
Debora Belotti McHugh

Arquivo pessoal Debora Belotti McHugh

Só quem passou pela fase de tentar, tentar, tentar e não conseguir gerar um filho sabe a dor e o grande desafio que é passar por tudo isso com a cabeça erguida e com o coração cheio de esperança. Hoje nossa conversa é com a super Mãe de Salto Agulha, Debora Belotti McHugh, mãe dos gêmeos Owen e  Lucca de 2 anos, uma brasileira que mora nos EUA, que nos contou suas dificuldades para se tornar mãe, sua experiência com a fertilização in vitro e muitas outras curiosidades deste outro lado da maternidade que sempre nos tira noites de sono, porém, ao se realizar, nos deixa com o sentimento de eterna Gratidão!

Há quanto tempo você estava tentando engravidar e como foi descobrir que não seria tão fácil gerar um bebê? Quais foram os maiores desafios desta fase?

Foram 4 anos e 8 meses de tentativas e frustrações. Ao final dos primeiros 18 meses de tentativas, ficou bem claro que não seria fácil. Procuramos ajuda especializada em uma clínica de fertilização, e depois de vários exames, ouvi da médica que não existia uma explicação plausível para a minha dificuldade em engravidar. Nosso maior desafio foi se manter positivo durante esse tempo.

Quais foram os métodos que vocês tentaram antes da fertilização? Por quanto tempo?

Usamos todos os métodos que eu possa imaginar antes da fertilização. Foram 4 inseminações artificias, muita acupuntura, yoga, massagem, tratamento com ervas medicinais orientais, tratamento com vitaminas e suplementos, alimentação especial para a época certa do ciclo, e todas as simpatias da vovó. Até que cansei e parei com tudo depois de 4 anos e 1 mês.

Nos conte qual foi o método mais eficaz em sua fertilização e nos explique o porquê….

O único método que funcionou foi a fertilização em vitro, e só na segunda tentativa. Quando se faz in-vitro, você pode transferir ou congelar os embriões no 3º ou 5º dia após a fertilização.  As chances de sucesso são maiores com os embriões de 5 dias. Os médicos e nós ficamos ansiosos para fazer a transferência logo, então, na primeira vez,  fizemos uma transferência ‘fresca’ (transferir os embriões no 5º dia depois de fecundado, logo depois da extração dos óvulos). O que aconteceu por aqui, foi que o meu corpo estava uma bagunça hormonal, por causa dos hormônios para estimular a ovulação, o médico achou que pelos exames de sangue o meu corpo estava ok, mas eu sabia que não estava, por isso, acredito não ter dado certo na primeira tentativa. Então, com o restante dos embriões congelados, dei um descanso para o meu corpo de um mês e comecei a tomar anticoncepcional por mais um mês. Dessa forma meu corpo estava tranquilo, e quando eu fiz a 2ª transferência deu certo!!
Quais foram as maiores dificuldades e o maior aprendizado durante esse período da fertilização? Qual era sua idade? 

Superar o desânimo e a tristeza de ver testes negativos atrás de testes negativos, e seguir em frente para mais uma tentativa. Eu tinha 27 e o marido 32.

Por estar em outro país, você sentiu que foi mais fácil ou mais difícil fazer todo o processo de FIV?

Não tive dificuldade alguma em iniciar o tratamento, mas o plano de saúde (o qual pago uma fortuna), não cobre infertilidade. O mais importante para mim foi o atendimento geral da clínica, tudo muito organizado e todos nos trataram com muito respeito e ética.

Qual foi a maior lição de vida de tudo isso que vocês passaram?

A descoberta de quão frágil é a vida e a oportunidade de aprender algo novo a cada dia com meus pequenos!

Como foi descobrir que seria mãe de gêmeos? Vocês têm planos de gerar mais filhos?

Não parava de sorrir e falar que eu sabia, que eu tinha certeza! Eu sabia que as chances de engravidar de gêmeos eram grandes com in-vitro, e porque transferi 2 embriões. Os resultados dos exames beta-HCGs tinham números muito altos, quando fiz a ultrassom com 5 semanas eu vi as duas bolinhas de células, o marido é quem não acreditava, ficou falando que um ia sumir (pois é normal e sempre acontece), tadinho hahaha!
Ter mais filhos, sim sim, gerar eu ja não sei, pois perdi meu útero após o parto.

Qual a sensação de ver seus dois filhos crescendo lindos e saudáveis?

Amor, muito amor de mãe, aquele que só nós sabemos o que é…você tem aquele sorriso de boba no rosto e ainda suspira o tempo todo, então, essa é a sensação!!

Qual a mensagem você deixaria para os casais que estão nesta dura batalha de “tentar” realizar este grande sonho de serem pais?

Tenham fé, não desistam!

Como você gostaria que seus filhos se lembrassem de você no futuro?

Gostaria que qualquer memória que eles tenham de mim os façam sorrir felizes.

Para você, ser Mãe de Salto Agulha é…

Poder aceitar que somos mães e não deusas da perfeição, somos feitas das nossas tentativas de sucesso.

Arquivo pessoal Debora Belotti McHugh

4 Comments

  1. Debora achei p maximo a emtrevista,sei que outras mulheres que desejam ser maes e estao com dificuldades,lendo sua experiencia continuarao tentando e irao alcancar o objetivo.Parabens e muitos beijos de !Vo. Ignez

    Ignez M T Castro
    1. Verdade Ignez, essa história da Deh faz com que muitos pais não percam as esperanças!!!
      Muito obrigada pelo seu comentário!!
      Abraços

      Roberta da Rosa

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