E aí quando perdemos aquele brilho no olhar, aquele estado de felicidade infinita que temos na infância? Essa questão tem rondado bastante por entre minha rede de amigos por aqui e aí comecei a pensar sobre o assunto e cheguei à seguinte conclusão…

arquivo pessoal

São os detalhes que fazem a diferença…

O bebê quando nasce está em constante aprendizado, todos os dias supera algum obstáculo, é estimulado pelas pessoas que mais ama, tem sua comida preferida oferecida várias vezes ao dia, todos os seus problemas são resolvidos com muito carinho, é recebido em todos os lugares com muitos sorrisos e pessoas dispostas a fazê-lo sorrir, conhece algo novo a cada movimento que faz!

Quando cresce um pouquinho mais, há um mundo novo a ser descoberto novamente, novas cores, novos sabores, lugares, pessoas, vive em uma eterna aventura, todos os dias há uma formiga nova que passou no seu pé, uma flor com cheiro diferente que cruzou seu caminho, uma sensação de liberdade de quem tem toda a energia do mundo para explorar o que vê pela frente, há sede de saber o que existe por aí, não há o medo do novo, há apenas curiosidade e o sentimento de que posso chegar onde eu quiser, mesmo batendo a cabeça ou ralando o joelho algumas vezes!

arquivo retirado do Google

Ser criança é inventar histórias, usar a imaginação das mais diversas maneiras, sem que ninguém te ache louco por isso..

Agora imagine você, se pudesse viajar para um lugar diferente sempre que quisesse, comer comidas exóticas, superar seus recordes sem a preocupação de ser melhor que ninguém, aprender uma nova habilidade sempre que fosse possível, uma nova língua facilmente, ser recebido bem em TODOS os lugares que frequentar, viver em uma eterna aventura onde nenhum dia é igual ao outro! Aí sim, aquela sensação de euforia estaria sempre presente em sua vida certo?
Claro, mas é humanamente impossível passar por isso SEMPRE, pois não depende só de você, depende de dinheiro, outras pessoas e blá blá blá…

Mas aí me veio a pergunta, onde foi que nos perdemos? Quando foi que deixamos a vida cair na rotina total? Como foi que paramos de ver os detalhes, de cheirar a flor, de acompanhar o caminho da formiga, de explorar outros lugares, de achar graça de si mesmo? Foi aí que eu veio a resposta olhando para o meu bebê…. aquele brilho no olhar, aquele estado de felicidade infinita é criado por momentos que nos deixamos sentir, é quando descobrimos que o menos é mais, que o que importa mesmo é deixar fluir, é se divertir com uma conversa boba sentado no chão da sala, é o conhecer o bairro mais de perto, é o deixar o sol entrar e te energizar pela manhã! É cantar sem saber a letra da música, é fazer caretas… É aquela folha em formato de coração que enche os olhos….São os detalhes…

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A criança nos ensina tudo isso e muitas vezes a gente esconde a nossa “criança interior”  lá no fundinho da nossa alma e deixa ela lá sozinha, com medo de sair, com medo de se sentir livre demais fora da zona de conforto!

Agora não vou aqui falar para você, “faça algo novo todos os dias”, “supere seus limites”, “descubra o novo”, “faça acontecer”,”tenha objetivos”…. porque isso você lê em outros artigos, e posso dizer, quando eu leio isso me sinto uma inútil, pois nem sei por onde começar… então eu diria, comece pelos detalhes, seja o sorriso para alguém, ou o o único sorriso que verá em seu próprio dia… seja o mais simples possível, não se pressione, veja mais o por do sol, veja mais a formiga andando, cheire aquela flor no quintal, pegue as pedrinhas no chão, sinta o vento bater no rosto, respire….seja simples, viva o simples e

Comece sempre pelos detalhes….

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